Assista aos vídeos de alunos egressos do ProfLetras!
Conheça nossos ex-alunos e suas vivências no programa através de seus depoimentos.
Leitura e escrita de poemas no Ensino Fundamental - anos finais
Luciana Taraborelli
Resumo: Muitos alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais apresentam insuficiência na formação leitora, principalmente a do texto literário. Para a maioria deles, o contato com obras literárias é limitado ao ambiente escolar. Surpreende constatar que o gênero poético, em muitos casos, não recebe a merecida atenção nesse nível de ensino. Todas essas reflexões, resultaram nas perguntas desta pesquisa e neste trabalho no Mestrado Profissional em rede Nacional Profletras / USP. Foi elaborada uma proposta de atividades didáticas, denominada Oficinas de poemas, baseada na proposta de Dolz e Sheneuwly (2004), voltada à leitura e escrita de poemas. O ponto inicial foi inserir os alunos no universo da poesia para fortalecer o letramento literário e estimular o gosto pelo poema e, assim, inspirada em Candido (2004), garantir "O direito à literatura"; o ponto de chegada volta-se à produção de textos poéticos como meio de expressão. O poema é apresentado como um gênero textual numa perspectiva dialógica, segundo Bakhtin (1997); com a presença do discurso reportado, segundo Faraco (2009); em que prevalece a função poética da linguagem conforme aponta Jakobson (1969) e que permite a leitura em rede, além da sequencial proposta por Jolibert (1994), não devendo servir de pretexto para o ensino de regras gramaticais. Como resultado, será apresentada a análise de exemplos do corpus gerado pela aplicação das atividades didáticas que ilustram ser possível ampliar, de forma significativa, o letramento literário e, ainda, motivar a produção de textos do gênero. Compreendemos o aluno como sujeito agente, conforme postula Bazerman (2011) e como sujeito participativo/colaborativo dos letramentos culturais (ROJO, 2012). O coroamento do projeto foi a apresentação da produção escrita dos alunos num E-book. Desse modo, será ampliada a circulação dos poemas para toda a comunidade escolar e, possivelmente, para outros setores da sociedade, cada vez mais digital.
Resumo: O ensino de língua materna, por parte da escola, tem deixado de lado os contextos de letramento no uso oral da língua, passando ao segundo plano a responsabilidade de promover o ensino desta modalidade, já que, no cotidiano dos alunos, a língua oral é mais usual que a escrita (MARCUSCHI, 2010). Propomos, por meio do suporte digital podcast, auxiliar alunos do 7º ano na construção de entrevistas, contribuindo para desenvolver a aprendizagem da modalidade oral, sem desconsiderar a atenção à escrita. O ponto de partida é a elaboração escrita de um roteiro que, quando oralizado, torna-se suporte para a condução de programa radiofônico com um entrevistado, estabelecendo a interação entre ele e os ouvintes. O entrevistado convidado não faz uso de suporte escrito, mas apenas da fala espontânea. Já o aluno entrevistador apresenta suas questões elaboradas previamente. Esse imbricamento de modalidades da linguagem promoveu oportunidade para a observação da relação entre escrita, oralização e fala espontânea. A pesquisa, de caráter qualitativo, teve algumas etapas: i) o contato com o gênero entrevista; ii) a elaboração escrita do roteiro de questões pelo entrevistador; iii) a transposição do roteiro escrito para o diálogo oral com a pessoa entrevistada, no momento da apresentação do podcast. Em seguida, foram avaliadas a evolução da leitura e da escrita do aluno em uma situação de uso da língua (entrevista), com algumas marcas da fala espontânea, inevitáveis, mesmo acompanhada por suporte escrito. O recurso foi o aparelho celular, por meio de gravador de voz. Os áudios que compõem o programa, sonoplastias e entrevistas, foram editados posteriormente. A meta foi a construção de programas compartilhados em rede social, uma fanpage no Facebook, elaborada pela turma, podendo ser prestigiada pela comunidade escolar e seus familiares.
Podcast na escola: Oralidade, escrita, exercício da cidadania
Orlando Dias Sales
Drummond e as flores da resistência: campos léxico- semânticos na criação poética
Katia Melo
Resumo: Esta dissertação de mestrado apresenta uma proposta de intervenção pedagógica de leitura e escrita de textos poéticos, realizada com duas turmas de 8º ano do ensino fundamental de uma escola da rede estadual de São Paulo. Consideramos que o ensino de língua portuguesa requer muito mais do que apenas a alfabetização para leitura e escrita, mas sobretudo o letramento, ou seja, a apropriação da língua materna pelos estudantes, de modo que interajam socialmente nos diversificados meios e contextos. Percebemos que os exames padronizados da educação básica brasileira, os quais intentam diagnosticar e avaliar o desempenho dos alunos no país, têm apresentado resultados insatisfatórios e decrescentes quanto mais avançado o nível de escolarização. Com isso, entendemos que seja necessária uma mudança quanto ao papel do professor de língua portuguesa, visto ainda como transmissor de regras gramaticais e conceitos normativos, sendo imprescindível que transforme suas aulas de modo a atrair os estudantes e interagir com os pressupostos e a realidade deles. Propusemos rodas de leitura, discussões e escrita em sala de aula, a fim de que os alunos pudessem não apenas analisar os poemas da obra A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade, selecionados de acordo com os campos léxico-semânticos do amor, morte, medo e sociedade; mas também que pudessem se tornar autores, criando coletivamente textos poéticos. Voltamos o processo de ensino-aprendizagem para o reconhecimento das experiências, valores e crenças dos estudantes, considerando os pressupostos individuais como basilares para a formação do leitor-autor crítico. Mostramos como se estrutura a autoria e a criação poética no processo de ensino-aprendizagem de língua materna através da análise dos campos léxico-semânticos das produções estudantis. Com a atividade proposta, pudemos valorizar a criticidade dos alunos em diálogo com a literatura. Por meio das escolhas lexicais e composição dos campos léxico-semânticos, os alunos puderam expressar sua subjetividade e percepção da sociedade.
Resumo: O estudo linguístico deve estimular e direcionar o aluno a refletir sobre a língua dentro dos enunciados concretos, orais, escritos ou multimodais, permitindo que o educando perceba a funcionalidade e o uso dos elementos linguísticos como recursos para a comunicação. Esta pesquisa apresenta o desenvolvimento de uma sequência de atividades, baseada em Dolz e Schneuwly (2004), contendo as etapas de produção escrita do gênero textual lendas indígenas realizadas pelos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, com o objetivo de utilizar a reescrita, uma dessas etapas de produção, e a sistematização dos conhecimentos linguísticos produzidos por ela como material de estudo para a gramática contextualizada. No processo de reescrita, voltaremos nosso foco para a percepção e compreensão da função dos substantivos, das expressões nominais e dos pronomes na construção da referenciação, solucionando o problema da repetição de palavras que, em alguns casos, provocam prejuízo à continuidade textual e que é recorrente nas produções dos estudantes. Além disso, serão analisados os contextos que motivaram as escolhas e, consequentemente, as substituições realizadas pelos educandos. Os pronomes serão analisados a partir da substituição gramatical (retomada por pronomes) e os substantivos e expressões nominais serão analisados a partir da substituição lexical (retomada por sinônimo, hiperônimos e hipônimos). Na análise dessa pesquisa serão apresentadas informações referentes às estratégias de correção (indicativa, resolutiva, classificatória e interativa), que interferem no processo de reescrita, assim como as estratégias que caracterizam o próprio processo de reescrita (acréscimo, supressão, substituição e deslocamento). O corpus desta pesquisa será constituído pelas produções escritas de estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental da EPG Anselmo Duarte (Escola da Prefeitura de Guarulhos Anselmo Duarte). As produções dos alunos serão utilizadas, portanto, como material de estudo na aquisição de conhecimentos linguísticos e extralinguísticos. Para a realização deste trabalho, foram utilizadas as concepções de texto de (Antunes, 2017); linguística textual (Marcuschi, 2012); gramática contextualizada (Antunes, 2014); gramática (Possenti, 2012); sequência didática e gêneros textuais (Dolz e Schneuwly, 2004); coesão e coerência (Fávero, 1991; Antunes, 2005; Marcuschi, 2012; Koch, 2001); referenciação (Cavalcante, 2013) e reescrita (Jesus, 2001; Ruiz, 2020; Fabre, 2014). Com a realização desta pesquisa pretende-se apresentar uma proposta para os professores em sala de aula que sentem dificuldades na elaboração de um estudo reflexivo sobre a língua, em que os educandos consigam compreender o uso dos elementos linguísticos em suas produções. O trabalho com a reescrita coletiva possibilita ao aluno refletir, compreender e utilizar elementos linguísticos textuais que desenvolvam sua habilidade escritora.
A reescrita na construção da competência escritora: o substantivo, as expressões nominais e o pronome na referenciação em lendas produzidas por alunos do 4 ano do Ensino Fundamental
Silvana Ferreira
Produção de anúncio publicitário institucional no Ensino Fundamental: argumentação, persuasão e interação
Adriano Donizeti
Resumo: Não é de hoje que a formação de alunos críticos e autônomos tem sido uma meta insistentemente perseguida na conquista de uma Educação de qualidade. Buscando contribuir com esse intento, a metodologia do presente trabalho estrutura-se em uma pesquisa-ação para investigar e aprimorar a capacidade argumentativa/persuasiva de alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais da rede pública paulista. Tendo como propósito a formação de alunos reflexivos e atuantes na comunidade em que estão inseridos, uma sequência de atividades foi aplicada em duas turmas de estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental da E. E. Euclides da Cunha. Organizadas com foco em práticas de compreensão e de produção de anúncios publicitários institucionais, as situações de aprendizagem tiveram como propósito a identificação e apropriação de mecanismos linguísticos de convencimento com o intuito de produzir uma campanha para arrecadação lacres e tampinhas a um asilo da cidade. Em consonância com os documentos oficiais, nosso estudo enfatiza o necessário trabalho com os gêneros nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, uma vez que a BNCC (2017) os considera "privilegiados, com foco em estratégias linguístico-discursivas e semióticas voltadas para a argumentação e persuasão". O aporte teórico, dentre outros, fundamenta-se na concepção de gêneros discursivos em Bakhtin (2016) que os define como "tipos relativamente estáveis de enunciados". A dimensão verbo-visual fundamenta-se em Brait (2010) ao se referir a ela como forma de "constituição de sujeitos e identidades" e em Discini (2005) sobre o conceito de texto sincrético. A argumentação e a persuasão são apresentadas com base em Citelli (2012, 2016) como elemento "colado ao discurso como a pele ao corpo"; em Fiorin (2015) quando afirma que "todo discurso tem uma dimensão argumentativa" e em Amossy (2018) ao abordar a "concepção de um continuum que apresenta modalidades argumentativas diversas". Em nosso trabalho, a interação discursiva é entendida, sob a perspectiva bakhtiniana, como um acontecimento social "que ocorre por meio de um ou de vários enunciados". Os expedientes persuasivos relacionados à intertextualidade e à interdiscursividade estão fundamentados em Fiorin (2006) e Koch (2011). A produção textual, apoiada em procedimentos epilinguísticos, retoma Goldstein et alii (2009) e Franchi (2006). Dentre os 52 alunos que participaram de todas as etapas, selecionamos oito produções discentes para a análise, sendo quatro versões iniciais e quatro finais. Os resultados obtidos apontam o engajamento dos alunos ao se posicionarem como protagonistas na campanha em prol do asilo. Em relação às produções textuais, é notável a melhoria na compreensão e na assimilação de estratégias de convencimento na produção discente.
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar de que maneira o conhecimento/desconhecimento das expressões idiomáticas interfere na compreensão de textos que as utilizam como recurso para construção de sentidos. Tal investigação justifica-se pelo fato de os alunos da etapa inicial do Ensino Fundamental II (especificamente sexto ano) apresentarem dificuldades na leitura de textos que tenham tais expressões, já que essas unidades lexicais apresentam forte carga cultural, demandando que os usuários da língua empreendam conhecimentos lexicais e culturais para compreendê-las. Para o desenvolvimento desta pesquisa, elaboramos uma proposta de intervenção didática e a aplicamos aos alunos de duas turmas de sextos anos de uma escola municipal de cidade de São Paulo. Os resultados de tal intervenção forneceram-nos corpus para analisarmos o nível de conhecimento das expressões idiomáticas que os alunos apresentavam antes da intervenção didática, o percurso de desenvolvimento da competência lexical ao longo da produção das atividades e os resultados do trabalho após a etapa final da intervenção. A partir dos resultados obtidos, observamos que o ensino sistematizado do léxico é uma estratégia que acarreta consequências positivas tanto em relação à competência lexical quanto às competências leitora e discursiva.
Língua e cultura em sala de aula: o ensino das expressões idiomáticas para estudantes de português como língua materna
Ligia Fabiana
Campos semânticos no conto "Uma vela para Dario", de Dalton Trevisan: proposta de ensino do léxico para alunos do 9° ano do Ensino Fundamental II
Dafne Rodrigues
Resumo: Nos documentos oficiais PCN (1998) e BNCC (2018), o texto é tratado como objeto de estudo das aulas de Língua Portuguesa e o enfoque dado aos aspectos discursivos vem contribuindo para uma nova perspectiva de língua, contexto no qual se destacam as escolhas lexicais. Entretanto, os professores ainda encontram dificuldades em sistematizar o ensino de léxico, assim como faltam referências para as práticas pedagógicas. Neste trabalho, tem-se por objetivo apresentar parte de uma proposta didática sobre o léxico do conto Uma vela para Dario, de Dalton Trevisan, aplicada em turmas de 9º ano da Escola Estadual Olga Cury, em Santos SP. Os estudos de Richards (1976) e Nation (1990) sobre o ensino de léxico serviram como base para o desenvolvimento das atividades e a partir deles buscou-se elaborar parte de uma sequência didática que orientasse, de forma metodológica e sistematizada, o trabalho do professor de Língua Portuguesa. Na análise final, foi possível observar o desenvolvimento do vocabulário receptivo e produtivo destes alunos, o que, consequentemente, auxiliou no processo de desenvolvimento das competências leitora e escritora.
Resumo: As aulas de português, frequentemente, apresentam a leitura por meio de recortes descontextualizados, para o estudo de aspectos textuais e gramaticais. Priorizam-se questões específicas da escrita ou relacionadas à sua avaliação. Nesse sentido, o trabalho envolvendo a leitura é direcionado para atividades didáticas que desconsideram a contribuição do leitor e o diálogo com a realidade do estudante. A participação do leitor é mínima nesse processo, ficando a cargo do livro didático a tarefa de selecionar o quê, como e quando se ler. Diante da escassez de momentos exclusivos, reservados à leitura, o presente trabalho, desenvolvido no âmbito do PROFLETRAS/USP, tem por objetivo analisar como a prática da leitura diária em uma turma do quinto ano, anos iniciais, no Ensino Fundamental, pode motivar a leitura e formar leitores. Desse modo, aplicamos e analisamos quatro sequências de atividades, bem como as estratégias e as modalidades de leitura selecionadas. Para esse propósito, analisamos o Diário de leitura dos estudantes, entre outros registros orais e escritos. O referencial teórico norteador fundamenta-se em autores que tratam de leitura, como Lerner (2002), Petit (2008), Silva (1998), Solé (1998); de Literatura, como Colomer (2003), Cosson (2021) e Zilberman (1985), e de gêneros textuais, como Marcuschi (2008). Nesse percurso, apresentamos os resultados da pesquisa-ação e suas contribuições para o desenvolvimento dos leitores. Os dados obtidos são promissores, pois evidenciam que a formação do leitor está intrinsicamente relacionada às práticas de leitura que favorecem a participação, o protagonismo e a autonomia do estudante, respeitando sua identidade e trajetória como leitor
Experienciando textos: a leitura diária como percurso para a formação do leitor
Verônica Cardoso
Práticas de leitura literária, no ambiente escolar, em face da cultura da convergência
Uilma Matos
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo investigar como características que são inerentes à cultura da convergência podem fomentar a leitura literária. Destarte, tencionamos observar como o uso da tecnologia pode complementar e enriquecer a leitura, através de práticas que possibilitem a junção das mídias tradicionais e as mídias atuais, para assim ressignificar os hábitos de leitura dos alunos. Propomos atividades de leitura participativa e intersemiótica com o uso de dispositivos tecnológicos, que favoreçam o gosto pela leitura e o desenvolvimento de competência de compreensão e de produção de textos narrativos. Utilizamos em momentos diferentes da pesquisa, dois questionários para obtermos dados qualitativos em relação às propostas realizadas. Concluímos que as mudanças nas práticas de leitura em sala de aula são vitais, uma vez que as conversões culturais não podem ser dissociadas das transformações educacionais.
Aguardando publicação pelo Teses USP.
Polegarzinha e Pequeno Claus no Universo da Escrita - Anáforas diretas no ensino de Português para surdos a partir do conto "A menina vendedora de fósforos"
Viviane Marques MIranda
O máximo com o mínimo: leitura e escrita de microcontos como estratégia didáticos
Alessandra de Oliveira Barbosa
Resumo: O presente trabalho propõe uma reflexão sobre uma sequência didática para leitura e escrita de microcontos realizada com duas turmas de 9º ano que frequentaram uma escola municipal da periferia da Cidade Tiradentes, na cidade de São Paulo, durante o ano de 2018. Inicialmente, a dissertação discute como os documentos oficiais, que orientam o ensino, focalizam a abordagem da literatura e da leitura subjetiva para essa série. Na sequência, analisa como os alunos reagem e interpretam os microcontos lidos, construindo seu sentido através do entendimento individual e da discussão coletiva com a professora e com a turma.